Avançar para o conteúdo principal

O (novo) Príncipe do Mónaco

Se o arrependimento matasse, Bruno de Carvalho já estaria, provavelmente, no outro lado. Vem isto a propósito da ida de Leonardo Jardim para o Mónaco. O trabalho desenvolvido pelo técnico português no clube monegasco tem sido notável. Em três anos acabou com o reinado do Paris Saint Germain e transformou o Mónaco numa fábrica de fazer golos. Mas para construir um projecto ganhador é preciso tempo, tempo esse que a impaciência de Bruno de Carvalho lhe negou. Recordando, Leonardo Jardim foi contratado pelo Sporting assim que Bruno de Carvalho chegou à presidência do clube leonino. Nesse ano, com uma equipa de miúdos, ficou em segundo lugar no campeonato, levando de imediato o Presidente do Sporting a fixar, como objectivo para a época seguinte, a conquista do mesmo. Jardim, que sabia que isso era missão (quase) impossível, aproveitou um convite do Mónaco e bateu com a porta. O resto é por demais conhecido. Marco Silva, o treinador que lhe sucedeu, também foi empurrado pela porta fora. Seguiu-se Jorge Jesus, e "agora é que é". Dois anos passados e rios de dinheiro gasto em atletas e... nada!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desculpas esfarrapadas

Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Um fiasco

O programa de ajustamento português foi um sucesso para todos menos para os portugueses. Recuamos 10 anos, a banca portuguesa está, globalmente de tanga, a economia não há meio de arrancar, as reformas, necessárias, ficaram todas por fazer. Numa palavra, a austeridade a velocidade de cruzeiro revelou-se um verdadeiro fiasco. Apesar disso, a Comissão Europeia continua a insistir na mesma tecla. Exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, valor que fica quatro décimas abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem actualmente para as contas públicas portuguesas. O que, por muito que o governo e os partidos de esquerda que o sustentam esperneiem, implicará adoptar medidas adicionais correspondentes a 0,4% do PIB, qualquer coisa como 730 milhões de euros. Já escrevi e faço-o mais uma vez: Bruxelas está a apostar as fichas todas na queda do governo. Poderá demorar mais ou menos tempo, mas os burocratas da CE sabem que, exigindo o absurdo, um dia verão o PCP e o BE deixar...

Caloteiros!

Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!