Se o arrependimento matasse, Bruno de Carvalho já estaria, provavelmente, no outro lado. Vem isto a propósito da ida de Leonardo Jardim para o Mónaco. O trabalho desenvolvido pelo técnico português no clube monegasco tem sido notável. Em três anos acabou com o reinado do Paris Saint Germain e transformou o Mónaco numa fábrica de fazer golos. Mas para construir um projecto ganhador é preciso tempo, tempo esse que a impaciência de Bruno de Carvalho lhe negou. Recordando, Leonardo Jardim foi contratado pelo Sporting assim que Bruno de Carvalho chegou à presidência do clube leonino. Nesse ano, com uma equipa de miúdos, ficou em segundo lugar no campeonato, levando de imediato o Presidente do Sporting a fixar, como objectivo para a época seguinte, a conquista do mesmo. Jardim, que sabia que isso era missão (quase) impossível, aproveitou um convite do Mónaco e bateu com a porta. O resto é por demais conhecido. Marco Silva, o treinador que lhe sucedeu, também foi empurrado pela porta fora. Seguiu-se Jorge Jesus, e "agora é que é". Dois anos passados e rios de dinheiro gasto em atletas e... nada!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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