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Novela mexicana II

Ainda há poucos dias, Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares afirmou que o Governo não assumiu compromisso nenhum com os membros da administração da CGD a propósito das declarações de património e de rendimento. Pois bem, mais recentemente António Lobo Xavier afirmou exactamente o contrário. Foi até um pouco mais longe, afirmando que o compromisso foi assumido por escrito. Lobo Xavier, que é administrador do BPI (banco de onde saiu António Domingues), deve saber do que falava e não acredito que tenha feito a afirmação de forma leviana. Aparentemente o que se passou foi o seguinte: Mário Centeno concordou com as condições impostas pelos novos gestores, pensando que bastava retirá-los do perímetro dos gestores públicos para os isentar da obrigação de apresentar as declarações. Estava redondamente enganado como o demonstrou o Presidente da República. De qualquer forma, nem ele nem o Primeiro-Ministro podem desresponsabilizar-se do assunto e chutar a bola para o Tribunal Constitucional. Já se tinha percebido que a posição do Governo, em geral, e de Mário Centeno, em particular, neste assunto não era nada cómoda. Mas agora parecem ratos a fugir de um navio a naufragar, um com gracinhas e o outro com um silêncio sepulcral.

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Um fiasco

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