Ainda a propósito de António Domingues e da sua recusa absoluta em entregar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, vai-se começando a conhecer alguma coisa acerca dos seus investimentos pessoais. Através de uma carta anónima enviada para a Assembleia da República, ficou a saber-se que em 2010 António Domingues perdeu 700.000 euros num investimento pessoal em derivados financeiros. O próprio o confirmou quando confrontado com o teor da carta. Será por esta (e outras?) que António Domingues faz finca pé em não divulgar a sua declaração de rendimentos? Manter a reputação de super gestor bancário do género "nunca me engano e raramente tenho dúvidas", homem providência que vai tirar a CGD do enorme buraco em que foi metida por anos de administrações constituídas por comissários políticos? Se era essa a ideia, António Domingues bem a pode esquecer. Com toda a discussão em volta do assunto, a imprensa só descansará no dia em que tudo estiver publicado.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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