O Bloco de Esquerda não desarma. António Domingues, presidente da Caixa Geral de Depósitos, tem o dever e a obrigação de entregar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional. "Não pode estar à frente da Caixa Geral de Depósitos quem não quiser cumprir deveres de transparência", afirmou Catarina Martins. "É incompreensível que [António Domingues] não o faça. Tem de o fazer. Alguém acha normal que alguém que gere o banco público não mostre os seus rendimentos? Que não seja claro de onde é que aufere os seus rendimentos? Os conflitos de interesses que possam ou não ter? Claro que tem de ser. A única coisa que protege a democracia, o interesse público e o dinheiro público são as boas regras", continuou a coordenadora bloquista qual padeira de Aljubarrota a desancar castelhanos. Não é novidade nenhuma, a gestão do dossier CGD por parte do governo tem sido desastrosa e o BE sempre esteve contra. António Domingues ao não querer entregar a declaração de rendimentos (segundo alguma imprensa, António Domingues terá em seu poder um parecer jurídico que o isenta de apresentar a declaração. Escusado será dizer que o parecer foi emitido pelos serviços jurídicos do banco público!) tem andado a esticar a corda. Resta saber por onde é que a corda vai partir!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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