Relativamente ao Brexit, não me oferece nenhuma dúvida que os partidários da permanência exageram nas consequências (negativas) da saída do Reino Unido da União Europeia e que os partidários da saída exageraram em sentido contrário. O que é certo é que, sendo uma situação inédita, ninguém conseguirá prever, com um mínimo de fiabilidade, as consequências da decisão do povo britânico. Ninguém? Não! Há uma pessoa que consegue, Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu, o tal que, enquanto governador do Banco de Portugal, não conseguiu ver (nem prever) nada no caso BPN. Segundo ele, o impacto será limitado e, caso a situação dê para o torto, o BCE está aí para segurar as pontas ("ainda temos instrumentos na nossa caixa de ferramentas", nas suas palavras). Começando pelo segundo argumento, a caixa de ferramentas do BCE, o que temos visto da eficácia das mesmas não será nada tranquilizador. Sempre a reboque dos acontecimentos, não consegue arrancar a zona euro da profunda crise em que está mergulhada. Quanto ao impacto, o melhor será esperar pela pancada e nessa altura avaliar as consequências.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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