A questão das eventuais sanções a Portugal (e a Espanha) parece uma daquelas telenovelas brasileiras que "nem samba, nem sai de cima". Sempre que parece ir acontecer alguma coisa, a decisão é adiada (mais uma vez). Depois sucedem-se as explicações e as ameaças (veladas). Bem, para ser franco, ainda não percebi o que está em cima da mesa, se as sanções se devem à execução orçamental de 2015 (neste caso, Maria Luís Albuquerque, ex-Ministra das Finanças, afirmou ainda há bem pouco tempo que se as Finanças ainda fossem tuteladas por si o cenário nem se colocaria) ou de 2016. Se for este o caso, o mínimo que se pode dizer é que a decisão é precipitada. Ainda só temos 3 meses de execução orçamental e... as contas fazem-se no fim!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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