A propósito da invasão da Academia de Alcochete, à medida que se vão conhecendo mais pormenores, mais densa fica a trama acerca de quem sabia o quê. No seu depoimento, Bruno Jacinto (ex-oficial de ligação aos adeptos) garantiu ter avisado André Geraldes, à data team manager da equipa, que um grupo de adeptos iria a Alcochete falar com os jogadores e com a equipa técnica. Geraldes confirma ter recebido o aviso, mas contra-ataca, afirmando que foi Bruno de Carvalho quem mudou a hora do treino (inicialmente marcado para as 10 horas, foi adiado para as 16 horas). Obviamente, Bruno de Carvalho, através de uma fonte próxima, refuta a responsabilidade pela mudança da hora do treino e remete essa alteração para Jorge Jesus, então treinador do Sporting. Este, actualmente a treinar o Al-Hilal da Arábia Saudita, através, também, de uma fonte próxima garante que foi o ex-Presidente a marcar a hora do treino, o que terá acontecido numa reunião na segunda-feira anterior aos acontecimentos, reunião essa em que Bruno de Carvalho terá comunicado a Jorge Jesus que estava despedido informalmente (relembrando, no dia anterior o Sporting tinha perdido o segundo lugar e a possibilidade de aceder à Liga dos Campeões ao sair derrotado da Madeira).
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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