Segundo António Costa, a decisão de deslocar o Infarmed de Lisboa para o Porto estava, há muito, tomada. Tratava-se, aliás, de um dos critérios da candidatura do Porto à sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA). O curioso destas declarações é que a decisão não era do conhecimento de ninguém (Presidente da República incluído) e, ainda mais curioso, em nenhuma parte do documento de candidatura surge essa informação. Dito isto, o que começou por ser uma mudança quase total dos serviços (70% dos recursos nas palavras de Adalberto Campos Fernandes), afinal não será bem assim. Mudam o porteiro e dois administrativos e os assuntos que nenhum dos três conseguir resolver, serão alvo de tratamento por videoconferência sem que as pessoas precisem de se deslocar a Lisboa!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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