Que a EDP é uma espécie de Estado dentro do Estado, poucos duvidarão. Sempre fizeram o que quiseram, gerando lucros milionários à custa dos consumidores (particulares e empresas). Nem a troika, durante os anos de chumbo do Governo Coelho-Portas, conseguiu que o Governo de então mexesse significativamente no estado das coisas. E a cena volta a repetir-se. O PS, num volte-face de última hora, rasgou o acordo estabelecido com o Bloco de Esquerda (previamente negociado com os Ministérios da Economia e das Finanças) e chumba a proposta de taxa extraordinária para as empresas produtoras de energias renováveis que renderia cerca de 250 milhões de euros (está-se mesmo a ver quem vai pagar esses 250 milhões de euros!). Mesmo assim, pela voz de Mariana Mortágua, o Bloco de Esquerda aprova o Orçamento porque para eles "palavra dada é mesmo palavra honrada".
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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