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A Alemanha e o euro

O economista Vítor Bento dispensa apresentações. Li, há não muitos dias, um artigo de opinião dele, intitulado "Irá Trump salvar o euro?", em que o autor discorre acerca da viabilidade da moeda única nas actuais circunstâncias (crescentes e sistemáticos excedentes comerciais da Alemanha). E a sua conclusão é muito simples: "Se a Alemanha não mudar as suas crenças económicas, e não perceber que elas só são compatíveis com a posse de uma moeda própria que possa revalorizar-se, o euro constituirá duradouramente um forte travão ao potencial de crescimento europeu e um factor de divergência económica. E aquele país continuará a ver aumentar o excedente externo com o resto do mundo, o que não poderá deixar de ser visto com preocupação pelos demais países". Os Estados Unidos, pela boca de Peter Navarro, responsável pela política comercial norte-americana, já vieram manifestar reservas relativamente à exploração dos países da UE e dos EUA por parte da Alemanha via euro, "marco alemão implícito subvalorizado", nas palavras de Navarro. Concorde-se ou não, uma coisa é certa: desde a introdução do euro, o crescimento económico de quase todos os países da moeda única tem sido confrangedor.

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