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Será desta?

Já aqui o escrevi, o que está a acontecer a José Sócrates é indigno de um Estado de direito. Ninguém pode ver a sua vida eternamente adiada só porque o Ministério Público "pensa" que esse alguém possa ter cometido um (ou mais) crime(s). Hoje não haverá nenhum português que já não tenha uma firme convicção relativamente ao facto de Sócrates estar inocente ou culpado em relação aos factos que está a ser investigado (provavelmente, mais culpado do que inocente, pois as "fugas de informação", sabiamente orquestradas, assim o indiciam). E ainda não houve qualquer acusação! A investigação tem-se eternizado, aparentemente, digo eu, porque até agora o Ministério Público não conseguiu uma única prova em defesa da sua tese. Março, caso não haja novo adiamento, será a data limite para o encerramento do inquérito. Será desta?

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Um fiasco

O programa de ajustamento português foi um sucesso para todos menos para os portugueses. Recuamos 10 anos, a banca portuguesa está, globalmente de tanga, a economia não há meio de arrancar, as reformas, necessárias, ficaram todas por fazer. Numa palavra, a austeridade a velocidade de cruzeiro revelou-se um verdadeiro fiasco. Apesar disso, a Comissão Europeia continua a insistir na mesma tecla. Exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, valor que fica quatro décimas abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem actualmente para as contas públicas portuguesas. O que, por muito que o governo e os partidos de esquerda que o sustentam esperneiem, implicará adoptar medidas adicionais correspondentes a 0,4% do PIB, qualquer coisa como 730 milhões de euros. Já escrevi e faço-o mais uma vez: Bruxelas está a apostar as fichas todas na queda do governo. Poderá demorar mais ou menos tempo, mas os burocratas da CE sabem que, exigindo o absurdo, um dia verão o PCP e o BE deixar...

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Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!