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Qual a novidade?

António Domingues está debaixo de nova polémica relacionada com a CGD, polémica essa alimentada pelo PSD. Mas agora trata-se do quê? Do facto de António Domingues, ainda antes de ter assumido a presidência do banco público e quando ainda era vice-presidente do BPI, ter participado em reuniões sobre a recapitalização da CGD. O engraçado disto tudo é que o assunto é velho e requentado e demonstra que o PSD está completamente à deriva. Senão vejamos. A 27 de Setembro, na comissão de inquérito à CGD, António Domingues afirmou: "Fui abordado pelo senhor ministro das Finanças no dia 19 de Março, que me convidou para olhar para a hipótese de liderar a CGD. Pedi algum tempo para pensar, analisar a situação e perceber o que se passava. (...) Desde o dia 19 de Março e até 16 de Abril, que foi o dia que se tornou público que tinha aceite o convite e que manifestei ao Governo a minha disponibilidade, tomei um conjunto de iniciativas: desde logo, falar em Frankfurt e Bruxelas para saber em que condições, o que era necessário fazer, para que a CGD pudesse ser capitalizada adequadamente fora das ajudas de Estado. (...) Das minhas diligências junto do BCE e Bruxelas, constatei que era possível desenhar o plano de capitalização e estratégico para a CGD em que o aumento de capital pudesse de ser feito de forma adequada". Portanto, onde está a novidade dos esclarecimentos de Bruxelas? É caso para perguntar, que parte do discurso de António Domingues é que os social-democratas não perceberam? Digam, pois, António Domingues, seguramente, terá todo o gosto em prestar os esclarecimentos necessários.

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