Se no início de Março, a cara de António Salvador, Presidente do Braga, era a imagem da felicidade após a venda (milionária) de Rúben Amorim ao Sporting (10 milhões de euros), hoje sê-lo-à, porventura, ainda mais. O Sporting não pagou a primeira prestação e, nos termos do contrato, incorre numa multa de 10% sobre o montante da venda. Na altura da contratação, Frederico Varandas, para calar as (muitas) críticas disse: "O que é barato sai caro. E o que é caro pode sair barato". O homem estava cheio de razão. Se o Sporting continuar a não pagar, a contratação de Amorim até foi bem barata no imediato. Mas alguém, o actual ou qualquer outro Presidente do Sporting, terá de pagar e, nessa altura, o que foi caro, poderá tornar-se proibitivo.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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