Como já se adivinhava, Pardal Henriques será o cabeça de lista pelo PDR (Partido Democrático Republicano) por Lisboa. Não que o quisesse, bem pelo contrário, nunca tinha ponderado fazer carreira política. Terá sido o discurso persuasivo de Marinho e Pinto que o levou a decidir dar um novo rumo à sua vida. Tudo terá acontecido num encontro episódico numa pastelaria em Lisboa. Pardal Henriques aprestava-se para tomar o pequeno almoço antes de seguir para Aveiras de Cima, quando Marinho e Pinto entrou no estabelecimento para tomar o café da manhã. Palavra puxa palavra, e, às tantas, Marinho e Pinto faz o convite. Pardal Henriques, apanhado completamente desprevenido, quase que se engasgava. Ainda tentou esquivar-se, mas o discurso de Marinho e Pinto foi mais forte. Uma após outra, desmontou todas as desculpas que Pardal ia lançando para a mesa até que, completamente encurralado, Pardal Henriques, extremamente contrariado, lá acabou por aceitar ser cabeça de lista por Lisboa.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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