Ao contrário da generalidade dos portugueses, com fama de deixar tudo para a última hora (bem, a este propósito, a entrega do Modelo 3 do IRS, este ano, foi uma notável excepção à regra), há alguns que, mais do que previdentes, são super, hiper-previdentes. São eles os motoristas de matérias perigosas. Fazer greve em 2019 por falta de acordo sobre os aumentos salariais para 2021 e 2022, parece completamente surreal. Um recorde certamente digno do Guinness Book. A menos que toda esta embrulhada não seja motivada pelo que tem sido relatado na comunicação social, mas sim pela agenda (oculta) de Pedro Pardal Henriques. A ser verdade o que se tem lido na comunicação social, o rosto desta greve terá sido convidado para as listas de deputados por um minúsculo partido nacional. A ser assim, partido minúsculo já é sinónimo de muito poucos votos. Se a isso juntarmos rostos completamente anónimos nas listas de candidatos a deputados, 0 (zero do partido) + 0 (zero do candidato) = continua a ser 0 (zero). Daí a necessidade de adquirir projecção nacional, tornar-se um rosto conhecido dos portugueses. E para isso nada melhor do que uma greve à distribuição de combustíveis no mês, por excelência, de gozo de férias.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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