A morte medicamente assistida é uma questão sensível. Por princípio aceito-a em condições extremas, situações em que não há nenhuma esperança de melhoria da situação clínica e o doente está em grande sofrimento. Hoje o Parlamento vai votar a questão. O resultado é mais do que incerto e o Presidente da República tem-se escusado a revelar o que vai fazer (vetar ou não) caso o diploma venha a ser aprovado. A questão, como disse, é sensível, mas o foco deve ser colocado no doente e no direito a uma morte digna. Caso venha a ser despenalizada a eutanásia, não começarão a surgir situações de abuso em que venha a ser pedida a morte medicamente assistida só para "aliviar" famílias com doentes nessas condições? É provável, mas caberá aos mecanismos de controlo que venham a ser implementados lidar com essas situações.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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