Vítor Ceguinho Constâncio apresta-se a deixar o Banco Central Europeu com uma reforma milionária (25.000 euros/mês, entre BCE e Banco de Portugal). Enquanto Governador do Banco de Portugal (até Maio de 2010) nunca viu nada relativamente aos desmandos de alguma banca nacional, deixando uma pesadíssima factura aos contribuintes portugueses. O "castigo" por tamanha cegueira foi transitar para o Banco Central Europeu, onde assumiu a Vice-Presidência. Constâncio revelou ao Finantial Times que não vai trabalhar para nenhuma instituição financeira (pudera!!!) e que pretende dar-se ao "luxo" de ser um "intelectual livre" (leia-se, agora que não me podem pegar, posso, enfim, dizer o que penso). Para tal vai lançar um blogue onde tenciona comentar "questões gerais sobre o futuro, a Europa e a macroeconomia". No momento da saída, resolveu chorar lágrimas de crocodilo (leia-se, começar a pensar pela própria cabeça) e manifestou preocupação relativamente aos fracos avanços da união bancária, numa crítica ao "arrastamento" da Alemanha. Enquanto Vice-Presidente do BCE teve mais do que tempo para lutar contra a situação, mas, tanto quanto seja público (e do meu conhecimento), durante todo esse tempo, os euros falaram mais alto.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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