Manuel Pinho já aceitou ir ao Parlamento prestar todos os esclarecimentos que os deputados queiram, mas... só depois de ser ouvido pelo Ministério Público nos autos do caso EDP. Particularmente, julgo que as grandes dúvidas dos deputados se prendem com o pagamento dos 15.000 euros/mensais durante o período em que foi Ministro. Pois bem, eis uma explicação possível: à data, o Grupo Espírito Santo já atravessava grandes dificuldades e não tinha dinheiro para lhe pagar o que lhe devia de uma única vez, pelo que foi acordado entre as partes o pagamento faseado.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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