Já todos tínhamos percebido que da retórica inicial do Syriza pouco ou nada resta. Diga-se, em abono da verdade, que o Governo grego também não tinha grandes alternativas: entre sujeitar o povo grego a um autêntico Inferno e engolir uma manada de elefantes, Tsipras fez a escolha mais acertada. Contudo, julgo, ninguém em seu perfeito juízo pensaria que um partido com raízes e ADN de origem operária algum dia proporia (e aprovaria) limitações aos direitos dos trabalhadores. Ficamos a aguardar o que o Bloco de Esquerda tem a dizer sobre o assunto.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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