Mensagens

Once upon a time... in Portugal

Imagem
Sinopse do filme Era Uma Vez... Em Portugal . Decorria o Verão de 2014, quando as autoridades portuguesas resolveram liquidar o banco BES e criar um outro banco apenas com os activos não-tóxicos do BES. Ao banco nascido das cinzas do BES foi dado o nome de Novo Banco. Para que não houvesse dúvidas relativamente à solidez do Novo Banco, foi feita uma injecção de capital de 4.900 milhões de euros, capital esse a título de empréstimo, a ser reembolsado com a venda do Novo Banco. Infelizmente a realidade não se compadeceu com as boas intenções das autoridades. Após várias tentativas falhadas de venda do Novo Banco, e com o Novo Banco a apresentar prejuízos ano após ano, desvalorizando-se a olhos vistos, a venda foi, finalmente, concretizada, alguns anos depois, a um fundo de investimento norte-americano, por um preço meramente simbólico, ficando o prejuízo a cargo dos contribuintes portugueses.

Novo Banco = Novo Prejuízo

Imagem
O Novo Banco decidiu mudar de imagem. Deixou cair a borboleta e adoptou o único objecto do universo capaz de  "comer" tudo: o buraco negro. Na verdade, o objecto escolhido corresponde muito melhor à trajectória do que tem sido o Novo Banco. Constituído a partir da resolução do BES, supostamente apenas com os seus bons activos, a solução foi então apresentada como a melhor possível, livre de encargos (à data e futuros) para os contribuintes. Só que, azar dos azares, o Novo Banco ainda não parou de registar prejuízos, apresentando em 2017 mais 1.395 milhões de euros de prejuízo. Ainda haverá alguém suficientemente crédulo que acredite na treta do "sem custos para os contribuintes" ?

Histórias da carochinha

Imagem
Segundo o Jornal de Negócios, a carga fiscal em 2017 (34.7% do PIB) foi a mais elevada desde 1995, ano em que o INE começou a compilar dados sobre as contas públicas. Este dado esbarra frontalmente com a trajectória prometida pelo Governo de António Costa, desagravamento da carga fiscal. Mesmo tendo em conta o elevado crescimento da actividade económica verificada o ano passado, os impostos e as contribuições cresceram ainda mais. A (prometida) descida dos impostos directos foi mais do que compensada pelo (despercebido) agravamento dos impostos indirectos. Enfim, pormenores sem importância...