Segundo o Jornal de Negócios, a carga fiscal em 2017 (34.7% do PIB) foi a mais elevada desde 1995, ano em que o INE começou a compilar dados sobre as contas públicas. Este dado esbarra frontalmente com a trajectória prometida pelo Governo de António Costa, desagravamento da carga fiscal. Mesmo tendo em conta o elevado crescimento da actividade económica verificada o ano passado, os impostos e as contribuições cresceram ainda mais. A (prometida) descida dos impostos directos foi mais do que compensada pelo (despercebido) agravamento dos impostos indirectos. Enfim, pormenores sem importância...
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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