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Carta aberta

 


Olá Fernando, boa noite. Viajamos para o Catar de "barriga cheia". Os quatro golos sem resposta contra a Nigéria, certamente, que ajudarão a criar um ambiente de trabalho produtivo, sem embandeirar em arco, no seio da nossa seleção. Ainda que o céu seja o limite, pedir (exigir) uma vitória no Campeonato do Mundo de Futebol, é, no mínimo, irrealista. Presença digna, entrega total em campo, isso sim, esperamos dos nossos jogadores. Assim, se perdermos, que seja porque o adversário foi mais forte. Outra coisa, Fernando. Na minha opinião, que vale o que vale, o Fernando, por vezes, demora demasiado tempo a fazer substituições durante os jogos. Reveja, por favor, essas situações e agilize as substituições sempre que se revelem necessárias. Por último, eu sei que é um homem leal a quem o ajuda, mas os cemitérios estão cheios de insubstituíveis. Por mais sonante que seja o nome de um jogador, se ele não estiver nas melhores condições, e houver um outro em melhor forma para o lugar, deixe-o no banco. A nossa seleção está recheada de talento que brilha nas principais Ligas de futebol da Europa. Vamos aproveitá-lo!

Tudo de bom.

Casimiro Gomes

PS-Apesar de, confesso, não ser grande adepto de futebol, sempre que está em causa a representação do nosso país no estrangeiro, desejo, sempre, as maiores felicidades aos nossos representantes. Não prometo, mas vou tentar ver todos os jogos da nossa seleção, juntando o meu pensamento aos milhões de portugueses que não irão "falhar" nenhum jogo. Hoje, não restam dúvidas, a entrega da organização do Mundial de Futebol ao Catar foi um erro, só explicado por corrupção no seio da FIFA. Mas, como diz o povo português, o que não tem remédio, remediado está. Nenhum país, por si só, poderia emendar a situação. Apenas, uma posição conjunta de todas as Federações de Futebol, aquando da atribuição da organização ao Catar, poderia ter alterado a situação. Não adiantaria de nada armarmo-nos em D. Quixote a lutar contra moinhos de vento, como algumas vozes têm defendido.

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