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Déjà vu

 


O Banco Central Europeu (BCE), "esquecendo" a recessão que se perfila no horizonte (cenário admitido pelo próprio BCE), aumentou a taxa de juro em 0.75 pontos percentuais, para 2%. E promete não ficar por aqui, pois a inflação continua demasiado elevada (em Setembro a inflação na zona euro atingiu quase os 10%), bem acima do objectivo do Banco. É o regresso aos níveis que vigoravam em Janeiro de 2009, altura em que a Europa estava a recuperar da crise financeira de 2007/2008 e a caminho da crise das dívidas soberanas. Não sendo a inflação na zona euro provocada pela procura (nem existe nenhuma espiral inflacionista resultante de aumentos salarias), mas sim por factores exógenos, pergunta-se: Faz sentido aumentar significativamente as taxas de juro para debelar a inflação? Não será isso acrescentar recessão à recessão que já se adivinha?

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