"Pessoalmente não tenho dívidas". Pessoalmente também não tem nada de seu. As suas empresas é que são devedoras de 962 milhões de euros à banca nacional. Por outras palavras, não custa nada adivinhar o desfecho do processo de execução lançado pela CGD, BCP e Novo Banco: uma mão vazia e outra cheia de nada. A embrulhada jurídica de quem é dono de quê e que garantias é que foram dadas pelos empréstimos é tão grande, que o "bicho da madeira" até ironizou frente aos deputados: "Eles que o façam, têm todo o direito. Vamos ver o que acontece." A desfaçatez desta gente é indescritível!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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