Rezo todos os dias pelos lesados do BES, lesados esses entre os quais, naturalmente, me incluo. Não quero parecer ingrato pela vida (boa) que Deus me proporcionou até ao momento fatídico da resolução do BES, mas não posso discordar mais da Sua vontade.Se houvesse justiça, entre outros, Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e Carlos Costa estariam hoje a pagar pelo que não quiseram fazer. Deixar falir um banco, deixar as pessoas com a roupa do corpo, são crimes sem perdão. Acusam-me de ter andado a aldrabar a contabilidade do BES durante anos, mas a verdade é que sofro, desde criança, de disortografia. Não será, pois, de espantar que alguns números tenham aparecido fora do sítio. Mas para remediar essas situações é que existe (ou deveria existir) a supervisão do Banco de Portugal.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Comentários
Enviar um comentário