O nome de Joana Marques Vidal ficará, para sempre, associado ao período de ouro da investigação dos crimes de colarinho branco em Portugal. Fez mais do que todos os seus antecessores juntos. Mesmo assim, louvada da esquerda à direita, nem sequer lhe foi oferecida a hipótese de fazer um segundo mandato à frente do Ministério Público. O que será, no mínimo, estranho, pois, como todos sabem, em equipa que ganha não se mexe. Para mais, os argumentos avançados, tanto pelo Presidente da República como pelo Primeiro-Ministro, para a não-recondução de Joana Marques Vidal são fracos, tão fracos que se Marcelo Rebelo de Sousa ainda fizesse os seus "exames", a sua nota seria um sete ou pouco mais. Não esteve isenta de erros e uma coisa é investigar e outra completamente diferente é provar os factos em tribunal, mas não restam dúvidas: mexeu com interesses instalados e incomodou gente demais para uma eventual recondução!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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