Não sendo propriamente uma grande novidade, Mário Centeno foi eleito Presidente do Eurogrupo. Dispondo dos apoios que dispunha, ganhar (como ganhou) apenas à segunda volta, significa que havia (há) resistências ao seu nome no seio dos Ministros das Finanças da zona euro. Contudo, o mais importante foi conseguido. Resta aguardar para perceber se a sua dupla função (Ministro das Finanças de Portugal e Presidente do Eurogrupo) não gerará atrito dentro da coligação parlamentar que sustenta o Governo. É que com Centeno a Presidente do Eurogrupo, Portugal terá, necessariamente, de ser um exemplo de rigor orçamental.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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