Pedro Passos Coelho, honra lhe seja feita, sempre foi homem de uma palavra só. A partir do momento em que dizia uma coisa, era para cumprir, custasse o que custasse. Como ele tinha afirmado não se demitir por causa dos resultados das autárquicas, face ao mau resultado do PSD, não faltavam candidatos à sua sucessão, que não aconteceria antes de 2019. Com a sua decisão de não se recandidatar à liderança do PSD, Passos Coelho baralhou as "contas" dos seus eventuais sucessores, assistindo-se a uma debandada quase geral por "motivos pessoais". Muito provavelmente, o próximo líder do PSD será um líder de transição que poderá (ou não) chegar a 2019 e pessoas como Luís Montenegro ou Paulo Rangel decidiram "poupar-se" para tempos mais propícios a uma eventual mudança do sentido de voto do eleitorado.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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