As declarações de Christine Lagarde, a propósito da continuação da subida das taxas de juro, foram tão polémicas que as declarações de Mário Centeno (a respeito do mesmo assunto) acabaram por passar despercebidas. Centeno afirmou que a taxa Euribor a um ano irá descer no final do ano e que o mesmo acontecerá às taxas a três e seis meses. Sendo o futuro, por definição, desconhecido, ninguém faz a mais pálida ideia da evolução das taxas de juro. A afirmação de Centeno assenta nas expectativas do mercado de futuros, mas nem estes sabem o que o fururo nos reserva. Mais grave ainda, as pessoas poderão pensar que as palavras de Mário Centeno são sinónimo das futuras decisões do BCE. Para quem afirmou, em Dezembro de 2022, que a taxa Euribor não chegaria aos 3%, Mário Centeno já deveria ter aprendido que o peixe morre pela boca.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Comentários
Enviar um comentário