Vinte e oito anos de debate e quatro versões do texto depois (duas das quais alvo de declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal Constitucional e outras duas que mereceram veto político do Presidente), Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma que despenaliza a morte medicamente assistida apenas, e apenas só, porque a tal "está obrigado nos termos do artigo número 2 da Constituição", após o Parlamento ter confirmado, por maioria dos deputados em efetividade de funções, o texto que tinha sido vetado pelo Presidente em 29 de Abril de 2023.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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