Mário Centeno inicia hoje funções no Banco de Portugal (como Governador, entenda-se, que funcionário já ele era). Chegou a parecer tremido, mas, havendo vontade, tudo se resolve. Segundo palavras do próprio (com eco do Primeiro-Ministro), não se trata de uma fuga às dificuldades que já atravessamos, mas sim a um natural fim de ciclo. Só não se percebe é de quê. Quando Centeno abandonou a pasta das Finanças, a legislatura ainda ia no princípio, o Orçamento Suplementar (elaborado por ele) ainda não tinha sido discutido nem aprovado na Assembleia da República e os milhões de euros do Fundo de Reestruturação Europeu continuam em discussão. Portanto, fim de ciclo de quê? Navegação em águas tranquilas, agora que atravessamos mar revolto?
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Comentários
Enviar um comentário