Concretizou-se ontem, pelas 23:00 horas, uma das coisas que, muito provavelmente, a maioria dos britânicos menos desejariam à data actual: a saída do Reino Unido da União Europeia. Ainda que o facto não produza efeitos (práticos) de momento (está previsto um período de transição de 11 meses), se a saída foi problemática, as verdadeiras dores de cabeça começarão agora com as negociações para o pós-transição. E resta saber o que acontecerá ao Reino Unido. Continuará unido, ou a saída da UE marcará, também, o início da sua fragmentação em estados completamente independentes? Apenas um exemplo, a Escócia (talvez o caso mais bicudo e que, provavelmente, irá suscitar maior interesse mediático), que desde o início do Brexit manifestou intenção de continuar a fazer parte da UE.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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