"Socorro! Ajudem! Estou a ser assaltada", gritava a D. Fernanda, desesperada, ao telefone. Do outro lado da linha, uma voz tranquilizadora respondeu: "Minha senhora, é necessário que mantenha a calma. Nós estamos aqui para ajudar. O próximo autocarro parte às 09:05 pelo que deveremos chegar aí, aproximadamente, dentro de 40 minutos. A senhora tem cão? Se tiver, seria boa ideia ir passear o cão neste entretanto". Histórias como esta, acontecem todos os dias no oásis do Costa e do Centeno. Não há médicos pediatras? Qual o problema? Fecham-se as Urgências Pediátricas e deixa de haver falta de médicos. Mas quem os ouvir, julga que o país está melhor do que nunca. O défice aproxima-se, perigosamente, do 0%, motivo de espanto e de contentamento da União Europeia e do FMI. O que não se diz é que este "milagre" é conseguido à custa de cativações e do desinvestimento nos serviços públicos, literalmente, presos por arames.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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