Uma desgraça nunca vem só. Já sabíamos que Vítor Constâncio, enquanto Governador do Banco de Portugal, foi um "cegueta" de todo o tamanho. O que não sabíamos era que também sofria de amnésia crónica. A 28 de Março deste ano, na comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD, Constâncio garantiu que o banco central não tinha forma de saber, antecipadamente, que a CGD iria financiar Berardo na luta pelo controlo do BCP. Pois bem, segundo o Público, o conselho de administração do BdP, presidido por Constâncio, reuniu-se em 21 de Agosto de 2007 com um ponto único na agenda: analisar o pedido de reforço de Berardo no BCP com um empréstimo da CGD, pedido esse que foi aprovado. Parafraseando um provérbio português, "não há mentira que sempre dure, nem verdade que não se venha a conhecer". Esta gente não tem vergonha?
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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