Por detrás de um aspecto bonacheirão, Mário Centeno esconde uma personalidade ditatorial que lida mal com as críticas. Vem isto a propósito dos "investimentos" anunciados pelo Governo, os quais, feitas as manchetes dos jornais e aberturas dos telejornais, "caem" numa gaveta sem fundo das Finanças. Só são "ressuscitados" quando a situação se torna insustentável por pressão da comunicação social. O caso da ala pediátrica do Hospital S. João é apenas o exemplo mais recente de uma longa lista de investimentos virtuais deste Governo. Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda há muito deixaram de "ser Centeno" e multiplicam-se os sinais de esgotamento da paciência. Terá Marques Mendes razão quando afirma que Portugal se tornou demasiado pequeno para Centeno? A ser assim, percebem-se os "brilharetes" de Centeno, mais interessado em impressionar a Europa do que em melhorar a vida dos portugueses.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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